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Vila Vicentina inaugura reforma do salão comunitário

Obra foi realizada pela Conferência Vicentina de São Maurício com recurso doado pelo professor Antonio Esteves, que será homenageado in memoriam

 



Capela de São Maurício, na Vila Vicentina


            No próximo domingo, dia 30 de maio, às 8,30 horas, acontece a inauguração da reforma do salão comunitário da Vila Vicentina, situada no bairro de mesmo nome e mantida pela Conferência Vicentina de São Maurício, entidade religiosa filantrópica integrada, em sua maior parte, por cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras.
            Na festa de inauguração haverá celebração de missa, às 8,30h, na capela da Vila Vicentina; e às 10 horas, o descerramento da placa em homenagem ao Cel. Prof. Antonio Esteves, fundador da Associação Educacional Dom Bosco, que, antes de seu falecimento em dezembro do ano passado, fez uma doação à Conferência Vicentina para viabilizar a reforma do salão que agora levará o seu nome. Em seguida, será oferecido um lanche para os moradores da Vila e convidados. A homenagem ao Prof. Esteves se justifica, também, por ter sido ele integrante ativo do grupo de cadetes que fundou a Vila Vicentina, em 1948.
            O salão comunitário é o espaço onde se realizam os trabalhos sociais e religiosos com os moradores da Vila Vicentina, como catequese, apresentação de vídeos, reuniões de oração e até atividade teatral realizada com as crianças, pelo trio de jovens colaboradoras Angélica e as irmãs Ellen e Duany Alencar.     

Moradia para idosos e desempregados

            Criada e mantida pela Conferência Vicentina de São Maurício – que faz parte da Pastoral Jovem da Capelania da AMAN, integrada por cadetes e também por civis, tendo como orientador o Tenente Davi Lemos de Andrade - a Vila Vicentina é formada por 31 casas, das quais 20 abrigam pessoas idosas, desempregados e mães solteiras. Segundo o presidente da Conferência, cadete Jefferson Eduardo Dias, as outras 11 casas estão desocupadas, por estarem “em péssimo estado”, necessitando de ampla e dispendiosa reforma.
            Na Vila Vicentina, 78 pessoas são atendidas, atualmente, pela Conferência Vicentina de São Maurício, que oferece não apenas a moradia gratuitamente, mas também, em caso de muita necessidade, ajuda na compra de remédios, na alimentação, com doação de cesta básica, e até no pagamento das contas de água e luz.
            - Em respeito ao estatuto da Conferência, as casas são cedidas temporariamente para os desempregados, pelo período necessário até que consigam um emprego e reconstruam suas vidas. Já os idosos e as mães solteiras podem morar na Vila por tempo indeterminado, por serem pessoas com maior dificuldade de trabalhar: os idosos por sua condição de saúde, e as mães solteiras por não terem com quem deixar seus filhos pequenos – explica o cadete Dias.
            Os recursos para a manutenção da Vila Vicentina vêm da doação mensal feita pelos cadetes que contribuem, voluntariamente, com a Conferência. A esta receita soma-se a arrecadação obtida na barraca montada anualmente na Festa Junina do CIMAN, conforme explana o presidente. “Temos muita ajuda, também, da confraria de apoio à Conferência Vicentina, composta por várias senhoras da comunidade, entre elas a tia Vera Lúcia, que coordena o bazar da pechincha em benefício da Vila Vicentina, que funciona no prédio do Santander, em Campos Elíseos, em sala cedida pelo banco”, relata o cadete Dias.

Origem da Vila Vicentina

            A criação da Vila Vicentina, há 62 anos, é um capítulo importante da vida do Prof. Antonio Esteves. Em 1948, como cadete da AMAN, ele foi o responsável, juntamente com seus colegas integrantes da Conferência Vicentina de São Maurício, pela construção das seis primeiras casas que deram origem à Vila Vicentina, célula inicial do futuro bairro de mesmo nome. O cadete Esteves e seus companheiros da diretoria da Conferência, na época, cadetes Sandoval Pinheiro, Jacy e Saint Clair Fontoura, foram os protagonistas dessa história que transcrevemos, parcialmente, do livro “Luz que não se apaga – a história de um educador”, biografia de Antonio Esteves:
            “O término das obras da Escola Militar de Resende, em 1944, deixou um problema social a ser resolvido, que foi a permanência, no município, de ex-operários vindo de fora para trabalhar na construção e, concluída o obra, se viram desempregados e sem condições de voltar para suas cidades de origem. Esses ex-operários e suas famílias ficaram morando provisoriamente na localidade de Três Morros (também denominada Pasto das Éguas), onde viviam em situação de muita precariedade.
            Pois, em 1948, a Conferência Vicentina de São Maurício, sob a direção dos cadetes Antonio Esteves, Sandoval Pinheiro, Jacy e Saint Clair Fontoura, resolve contribuir para solucionar o problema de moradia dos habitantes de Três Morros, com o apoio do então comandante da AMAN, General Pratti Aguiar, e do prefeito de Resende, Geraldo Rodrigues. Com esse propósito, a Conferência criou a Vila Vicentina, em terreno de propriedade de Antônio Batista Lopes, onde se construíram, inicialmente, seis casas que foram entregues aos moradores no dia 25 de dezembro de 1948, como presente de Natal”.

           
Resende, 24/05/2010
AEDB-RP/Assessoria de imprensa

 
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